Fossa séptica tire suas dúvidas

Fossa séptica tire suas dúvidas

Fossa séptica tire suas dúvidas  Você sabia que a fossa séptica pode ser benéfica para o meio ambiente? Basta mantê-la devidamente organizada e equilibrada. Com eficácia comprovada, ele age sem prejudicar a saúde da família, nem a do planeta.

Entenda como isso tem relação com o processamento do esgoto residencial e aproveite as dicas práticas para garantir o bom funcionamento do sistema!

O que é uma fossa séptica?

A fossa séptica é um sistema de tratamento de esgoto utilizado em décadas pretéritas, predominante em propriedades localizadas em áreas rurais mais afastadas. Porém, é considerado um dos meios mais eficientes no tratamento biológico de efluentes domésticos – desde que tenha sido bem construída e que sejam aplicados os cuidados adequados.

Diferentemente do que ocorre no sistema hidráulico usado no saneamento básico público, ela trata o esgoto sanitário da residência individualmente. Assim, não permite o contato com parasitas, como ratos, baratas, escorpiões, entre outros, que habitam as tubulações em geral.


Onde a estrutura pode ser instalada?

A estrutura costuma ser instalada em 30 metros de distância da residência e, ao mesmo tempo, longe de poços artesianos – para prevenir possíveis contaminações.

O tamanho da fossa leva em conta a quantidade de moradores da residência. A capacidade é dimensionada estimando um consumo médio de, pelo menos, 200 litros de água por pessoa (diariamente), sendo que não deve ser inferior a mil litros.

Pode ser feita de alvenaria, concreto ou outros materiais que garantam sua durabilidade e resistência. Há a possibilidade de ficar instalada sob um belo jardim, por exemplo.


Por qual motivo a estação de tratamento é considerada ecológica?

A fossa séptica contribui para a preservação do lençol freático, pois devolve apenas água tratada, filtrada por processos naturais que ocorrem no subsolo. Tudo graças ao exercício da flora bacteriana.

Os microrganismos alimentam-se dos nutrientes que encontram nas fezes e urinas, promovendo a decomposição das cargas orgânicas. Ao ingeri-los, as bactérias geram uma pequena parte de material sólido inorgânico e que também não é degradável (iodo), o qual fica depositado ao fundo.

Ao mesmo tempo, ocorre a liberação de dióxido de carbono. O gás também é produzido na natureza e metabolizado pelas plantas na fotossíntese, para a produção de oxigênio. Assim, a quantidade que se forma durante a degradação do esgoto é ínfima, perto da produzida no meio ambiente.


Fossa séptica tire suas dúvidas – Como funcionam as camadas de uma fossa séptica?

A fossa séptica se divide em um sistema com quatro câmaras. A primeira age como um decantador, promovendo a separação dos resíduos flutuantes dos que afundam.

A segunda tem papel de biodigestor, onde as bactérias digerem o material orgânico. É importante salientar que a eficácia da fossa séptica é diretamente proporcional ao trabalho das bactérias na etapa.

Em seguida, os efluentes seguem para a terceira câmara, geralmente com cascalho e areia, onde fica o filtro. Lá, uma colônia bacteriana completa a degradação anaeróbica e filtra-se o líquido.

Por fim, o residual filtrado é despejado no sumidouro, fossa negra ou poço de absorção – como o nome sugere, é o local por onde a água limpa (do ponto de vista ambiental, mas não potável) é devolvida para a natureza.


Como fazer a manutenção do sistema de tratamento?

Para funcionar em equilíbrio ao meio ambiente, a fossa séptica precisa de manutenção e dimensionamento adequado das câmaras. Do contrário, torna-se um problema ao ocorrer transbordamentos e ineficiência.

Para resolver, não adianta apenas esvaziá-la por meio da contratação de um serviço de tratamento de fossa. O caminhão tem papel emergencial, mas após a retirada do excesso de dejetos, é preciso reequilibrar a flora bacteriana.

As causas do mau funcionamento, cheiro desagradável e transbordamento são tratadas por meio de limpeza adequada e a inoculação de novas bactérias. Tudo começa com medidas simples e bons hábitos dentro de casa. Siga as indicações:

  • não use cloro e desinfetantes com bactericidas no dia a dia: ao adentrarem as tubulações, os produtos destroem as colônias bacterianas essenciais no funcionamento da fossa;
  • use borrifador ao invés de despejar os produtos de limpeza: as dosagens devem ser diluídas conforme orientação do fabricante e seu uso moderado, sem escorrer pelos ralos, para não contaminar a água;
  • verifique o volume da fossa séptica após a finalização de obras: o uso de solventes e produtos de limpeza agressivos, comumente usados para remover sujeiras pesadas, matam as bactérias benéficas;
  • promova a inoculação periódica das populações de bactérias: há produtos em versões específicas para fossas, para despejar em vasos sanitários. A quantidade e frequência variam de acordo com as especificações do fabricante;
  • chame um caminhão limpa-fossa após um transbordamento: proceda com a limpeza de maneira adequada e, a partir daí, faça uso das bactérias vendidas no comércio para garantir o equilíbrio no sistema.

Por: Fossa séptica tire suas dúvidas