O desentupimento de esgoto previne leptospirose?

O desentupimento de esgoto previne leptospirose?

O desentupimento de esgoto previne leptospirose? Acredite, este simples procedimento seria capaz de poupar inúmeras vidas.

Só para termos uma breve ideia da gravidade do assunto, de acordo com relatório da SINANNET- Divisão de Zoonoses/CVE/CCD/SES-SP, com dados atualizados em 12/08/2019.

Até o momento, tivemos 403 casos de leptospirose no estado, com 59 mortes confirmadas. Os grandes transmissores da leptospirose ao homem são os ratos de esgoto.

Apesar de haver outros animais transmissores da doença como os bois, porcos, ovelhas, entre outros, que podem transmitir a bactéria causadora dessa doença, a Leptospira interrogans, pela urina do rato principalmente.

Presente na água fluvial das ruas e no esgoto, essa bactéria entra em contato com a pele ou mucosas humanas, dai leptospirose é transmitida para nós seres Humanos.

Se o trabalho de desentupimento de esgotos não forem realizados, a doença pode contaminar facilmente as pessoas que entram em contato com água suja, principalmente, durante inundações que ocorre nos tempos de chuva. 

Portanto previna-se se em sua casa a entupimentos de esgoto chame uma empresa que faz o desentupimento para verificar e desentupir o esgoto. De acordo com o infectologista, a bactéria entra no nosso organismo através da pele. 

O contágio pode ser facilitado por lesões, mas ocorre também na pele sem nenhum machucado. “No meio urbano, o principal transmissor é o rato de esgoto. 

Porém, existem outros animais que podem ser reservatórios, como cães, equinos e bovinos”, lembra Medeiros.


Situação epidemiológica da Leptospirose

No Brasil, a leptospirose é uma doença endêmica, tornando-se epidêmica em períodos chuvosos, principalmente nas capitais e áreas metropolitanas, devido às enchentes associadas à aglomeração populacional de baixa renda.

 Às condições inadequadas de saneamento e à alta infestação de roedores infectados. Algumas profissões facilitam o contato com as leptospiras, como trabalhadores em limpeza e desentupimento de esgotos:

Garis, catadores de lixo, agricultores, veterinários, tratadores de animais, pescadores, militares e bombeiros, dentre outros. Contudo, a maior parte dos casos ainda ocorre entre pessoas que habitam ou trabalham em locais.

Com infraestrutura sanitária inadequada e expostas à urina de roedores. Existem registros de leptospirose em todas as unidades da federação, com um maior número de casos nas regiões sul e sudeste. 

A doença apresenta uma letalidade média de 9%. Entre os casos confirmados, o sexo masculino com faixa etária entre 20 e 49 anos estão entre os mais atingidos, embora não exista uma predisposição de gênero.

Ou de idade para contrair a infecção. Quanto às características do local provável de infecção (LPI), a maioria ocorre em área urbana, e em ambientes domiciliares.


Alerta para vigilâncias epidemiológicas em situações emergenciais

Em todos os anos, nos meses de verão, uma das principais ocorrências epidemiológicas após as inundações é o aumento do número de casos de leptospirose. 

Diante disso, visando alertar as vigilâncias epidemiológicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, sobre condutas em situações de desastres naturais como enchentes.


A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) informa:

Em situações de desastres naturais como enchentes, os indivíduos ou grupos de pessoas que entraram em contato com lama ou água, por elas contaminadas, podem se infectar e manifestar sintomas da doença.


Nos desastres naturais, as seguintes recomendações devem ser adotadas:

-Divulgar informes sobre o risco de leptospirose para a população exposta à enchente;

-Divulgar informes sobre a necessidade de avaliação médica para todo indivíduo exposto a enchente que apresente febre, mialgia, cefaleia ou outros sintomas clínicos no período de até 30 dias após contato com águas de enchente;

-Divulgar informes sobre medidas potenciais para evitar novas ou continuadas exposições a situações de risco de infecção;

-Alertar os profissionais de saúde sobre a possibilidade de ocorrência da doença na localidade de forma a aumentar a capacidade diagnóstica;

-Manter vigilância ativa para identificação oportuna de casos suspeitos de leptospirose, tendo em vista que o período de incubação da doença pode ser de 1 a 30 dias (média de 5 a 14 dias após exposição);

-Notificar todo caso suspeito da doença, para o desencadeamento de ações de prevenção e controle;

-Realizar tratamento oportuno de todo caso suspeito.

Nestas situações de desastres naturais como enchentes, a orientação para profissionais de saúde, militares e de defesa civil que se expuserem ou irão se expor a situações de risco, durante operações de resgate.

É utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e ampliar o grau de alerta sobre o risco da doença entre os expostos, de forma a permitir o diagnóstico e tratamento oportunos de pacientes.


Leptospirose

Entenda melhor a doença, e a relação que o desentupimento de esgoto tem com a questão. Sabemos o quanto é deprimente se deparar com o esgoto entupido, jorrando dejetos para todos os lados.

Além do odor de podridão, e a sensação de desespero, os prejuízos são enormes. Tudo isso já seria motivo de sobra para manter a tubulação em dia, e realizar serviços de manutenção preventiva na rede de esgoto, não é mesmo?

Além disso, há a questão da transmissão e disseminação de doenças, como a leptospirose, que pode ser fatal. São os ratos de esgoto os agentes transmissores principais, mas não os únicos.

A bactéria também pode ser transmitida por animais como ovelhas, porcos, bois, etc.


Quais sintomas da leptospirose?

Se alguém em sua casa sentir os sintomas a seguir, fique em alerta. Especialmente se recentemente houve inundação e esgoto invadindo o local:

-Febre alta;

-Dores musculares;

-Dores abdominais;

-Calafrio;

-Mal-estar;

-Dores de cabeça;

-Náuseas;

-Vômitos;

-Diarreia;

-Manchas avermelhadas pelo corpo, etc.

Podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular, tosse; mais raramente podem manifestar exantema, aumento do fígado, aumento de linfonodos e sufusão conjuntival.

Em aproximadamente 15% dos pacientes com leptospirose, ocorre a evolução para manifestações clínicas graves, que normalmente iniciam-se após a primeira semana de doença. 

Nas formas graves, a manifestação clássica da leptospirose é a síndrome de Weil, caracterizada pela tríade de icterícia (tonalidade alaranjada muito intensa – icterícia rubínica), insuficiência renal e hemorragia.


Manifestações na fase tardia:

Síndrome de Weil – tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragias

Síndrome de hemorragia pulmonar – lesão pulmonar aguda e sangramento maciço

Comprometimento pulmonar – tosse seca, dispneia, expectoração hemoptoica

Síndrome da angustia respiratória aguda – SARA

 

Manifestações hemorrágicas – pulmonar, pele, mucosas, órgãos e sistema nervoso central

A urina do rato, que está presente na água fluvial das ruas e no esgoto, pode facilmente entrar em contato com as pessoas, no caso de inundações e esgoto entupido.

Portanto, contratar uma desentupidora especializada é fundamental para a execução do desentupimento de esgoto. Não se trata de luxo ou frescura, é caso muitas vezes de vida ou morte.


Quais são as complicações da Leptospirose?

-Insuficiência renal aguda – não oligúrica e hipocalêmica

-Insuficiência renal oligúrica por azotemia pré-renal

-Necrose tubular aguda

-Miocardite – acompanhada ou não de choque e arritmias por distúrbios eletrolíticos

-Pancreatite

-Anemia

-Distúrbios neurológicos (confusão, delírio, alucinações e sinais de irritação meníngea)

A leptospirose é uma causa relativamente frequente de meningite asséptica. Raramente ocorrem: encefalite, paralisias focais, espasticidade, nistagmo, convulsões, distúrbios visuais de origem central, entre outros.


Como prevenir a Leptospirose?

Obras de saneamento básico (drenagem de águas paradas suspeitas de contaminação, rede de coleta e abastecimento de água, manutenção de galerias de esgoto, limpeza e canalização de córregos).

Melhorias nas habitações humanas e o controle de roedores. Evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas. 

A água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) mata as leptospiras e deve ser utilizada para desinfetar reservatórios de água: um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório. 

Para limpeza e desinfecção de locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada, a orientação é diluir 2 xícaras de chá (400ml) de água sanitária para um balde de 20 litros de água.